Qual o real significado do Dia Internacional da Mulher

Muito se luta contra a “romantização” do Dia Internacional da Mulher. Por quê? Pelo simples fato de reduzirem o dia a uma comemoração pela existência da mulher. Pode ter flor, mas o principal sempre falta: respeito.

Tal romantização tira o foco do real significado do dia. Vivemos ainda uma luta muito grande pela igualdade de gêneros. O machismo ainda é muito presente em nossa cultura e ele limita todos os avanços que há anos lutamos para conquistar.

Segundo a ONG AzMina, hoje em dia temos dados que mostram que a cada 2 minutos uma mulher é morta, que uma mulher trabalha quase 3 vezes mais nas tarefas de casa, e que somos o 5º país em taxa de feminicídio, segundo as Nações Unidas. A cada 10 jovens 8 já sofreram assédio, 3 em cada 10 mulheres já foram beijadas a força, as mulheres possuem salários 30% menores, 38% dos feminicídios são cometidos pelos parceiros, 27% das mulheres que sofrem agressão permanecem com o parceiro, e por aí vai.

O machismo e o preconceito matam. E a luta pela igualdade é um exercício diário. Não existe lugar de mulher, não existe “é só uma piada” ou “é só uma brincadeira”.

Bom, então como surgiu o Dia Internacional da Mulher?

Não, o 8 de Março não teve início naquele episódio de um incêndio numa fábrica, com a morte de muitas trabalhadoras têxteis. Ao contrário do que muitos pensam essa data tão importante para a luta de equidade de gêneros não surgiu nesse evento histórico. E, sim, em maio de 1908, nos Estados Unidos. Cerca de 1.500 mulheres nesse dia aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política do país.

No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e, em 1977, o 8 de Março foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

“O 8 de Março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países”, explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Então vamos juntas combater todos esses fatores que impedem essa conquista?

Lugar de mulher é onde ela quiser, com a roupa que ela quiser vestir e as atitudes que ela desejar tomar.

Nós, mulheres, podemos tudo. Inclusive mudar o mundo.

ESCRITO POR

Agência Life

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